Reprodução

Uma produtora musical sediada em Guanambi pediu desculpas a produtores, músicos e compositores após ser acusada da prática de plágio e uso indevido de jingles políticos. Em nota enviada à Agência Sertão, a empresa atribuiu o que classificou de falha a um problema de uma empresa terceirizada para fazer o marketing da produtora.

Segundo a acusação, a Jingles Brasil, pertencente à empresa PGM Produções, usou de forma indevida o material de outras produtoras para vender músicas de campanha para políticos pela internet, além de plagiar composições.

A produtora cobrava a partir de R$ 193,00 por produção e prometia entregar o material no prazo de 24 a 72h. Tanto o preço quanto o prazo foram considerados impraticáveis pelos denunciantes para a entrega de um material autoral e de qualidade.

A descoberta do uso indevido das composições ocorreu após o músico Marquinho Carvalho, dono da produtora de áudio Bompracaramba, ser informado que suas composições foram vista em um site diferente do da sua produtora, exibidos como portfólio para vender o material da Jingle Brasil.

Um outro site, o Projeta Jingles, pertencente à PGM Produções, também reproduziu conteúdo irregular. Além disso, pelo menos 10 perfis nas redes sociais reproduziam todo o material considerado irregular na tentativa de angariar clientes. Os autores do conteúdo pediram na justiça a remoção dos perfis das redes.

Até uma propaganda da Bompracaramba foi editada com a substituição de sua logo pela logo da empresa denunciada. As produtoras afirmaram que estão entrando com medidas judiciais no âmbito civil e criminal contra a empresa. (veja o vídeo com a denúncia das produtoras)

“A jurisprudência desses casos implica responsabilidade também de quem contrata, tanto do candidato quanto do partido. Eles são responsáveis por expor na plataforma deles uma obra de plágio, que é roubada de outro”, ressalta Moisés Solto, da Sagaz Sound Design, ao fazer uma apelo para que candidatos não contrate a empresa. A Sagaz também teve material usado indevidamente.

Para demonstrar credibilidade, o site exibia um vídeo persuasivo feito pelo apresentador Ciro Botini, conhecido nacionalmente no mercado publicitário. A produção atribuía o material usado indevidamente à produtora guanambiense. Um texto afirmava que o material exposto como modelo era de propriedade da Jingles Brasil, o que foi desmentido pelos verdadeiros autores dos conteúdos.

Após a denúncia repercutir em vários veículos de imprensa do Estado, todo o material do site Jingle Brasil foi retirado do site e o site da Projeta Jingles foi retirado do ar.

Site Projeta Jingles foi removido da internet

Músicos guanambienses procurados pela reportagem se disseram surpresos com as acusações. Alguns afirmaram que chegaram a gravar jingles para a produtora mas que não imaginavam que as composições interpretadas se tratavam de plágio.

A PGM está registrada formalmente no município de Tanque Novo. No entanto, no site institucional, a empresa fornece um endereço no bairro Brasília, em Guanambi.

Veja a nota da produtora.

A “Jingle Brasil” reconhece que a empresa terceirizada, responsável por seu marketing, fez uso de alguns vídeos que estão na internet como portfólio de trabalho. O material, que gera entendimento dúbio quanto a confecção na agência, objetivava apenas ilustrar cases de sucesso do marketing político nacional, dando referência para novas produções.

A Jingle Brasil se retrata e pede desculpas a todos produtores, músicos e compositores pela falha e por qualquer transtorno causado. O referido conteudo contestado já foi retirado de nosso site.

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